LG rebaixa meta de vendas de smartphones




    MERCADO                       

A LG Electronics reduziu suas metas de vendas na quinta-feira, enquanto se esforça para ganhar espaço no competitivo mercado de celulares inteligentes.
A empresa sul-coreana, terceira maior fabricante mundial de celulares pelo critério de volume, também anunciou que não tem como prever quando a situação de sua divisão de celulares, que já reportou quatro trimestres consecutivos de prejuízos, será revertida.


A LG vem demorando mais que sua rival local de maior porte, a Samsung Electronics, a reorientar seu foco para os celulares inteligentes, e a escala menor de suas operações impediu que ela lucrasse com a alta na demanda por celulares mais baratos.
"Nosso desempenho geral está melhorando gradualmente... mas é difícil oferecer previsão precisa sobre quando sairemos do vermelho devido às mudanças rápidas pelas quais o ambiente de mercado externo vem passando", disse Park Jong-seok, o responsável pela divisão de celulares da LG, a jornalistas.
A companhia reduziu sua projeção de vendas de celulares inteligentes em 2011 a 24 milhões de unidades, ante meta anterior de mais de 30 milhões, e também cortou a projeção total para as vendas de celulares de mais de 150 milhões de unidades para 114 milhões.
No primeiro semestre, a LG vendeu quase 500 milhões de celulares, entre os quais pouco mais de 10 milhões de celulares inteligentes, disse Park.
Em contraste, a estimativa mais comum é a de que a Samsung tenha vendido 19 milhões de celulares inteligentes só no segundo trimestre.
"A fraqueza da LG nos celulares inteligentes está influenciando seus demais modelos e prejudicando severamente suas margens de lucro. As recentes quedas de preços nos celulares Nokia refletem a natureza feroz da situação econômica que todos os fabricantes de celulares enfrentam", disse Ben Wood, diretor de pesquisa da CCS Insight.
A Nokia, que como a LG está demorando a reformular sua linha de celulares mais sofisticados, baixou o preço de seus celulares inteligentes em até 15 por cento na Europa, duas fontes do setor informaram à Reuters esta semana.


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